Correspondência
Nesta área apresentamos com atualização periódica material proveniente do Acervo de Eduardo Lourenço que está a ser trabalhado na BNP, acompanhado de textos dos investigadores da sua obra.
Finisterra: Revista de Reflexão e Crítica

Caro Amigo (a):
A revista Finisterra está a preparar o seu próximo número. O tema do dossier será «A crise global do capitalismo: que respostas?» Pretende-se analisar as causas da actual crise económica e financeira, com particular destaque para a sua vertente
continua
Fundação das Casas de Fronteira e Alorna

Exmo. Senhor
Professor Doutor Eduardo Lourenço
A Fundação das Casas de Fronteira e Alorna está a organizar para Outubro um ciclo de oito Mesas Redondas subordinadas ao tema geral: Lisboa – Passado, Presente e Futuro,
continua
Adília Lopes

Caro Professor Eduardo Lourenço,
Venho dar-lhe os parabéns, muito atrasados, pelo seu aniversário e uma pequena lembrança, o meu último livro.
Pensava poder encontra-lo pessoalmente em Carnaxide durante a Festa da Poesia de Oeiras, mas o Professor não estava lá.
continua
Mariano Gago

Querido Amigo
Procurei-o em vão e não sei se está em Lisboa ou em Vence. Espero vê-lo em breve. Entretanto aceite esta velha e constante amizade – e um abraço do José Mariano Gago.
continua
Onésimo Teotónio Almeida

Meu caríssimo,
Pela nossa infatigável e indefectível amiga Ana Maria, tenho sabido de si, se bem que nem sempre sejam grandes notícias, como essa de ter estado no hospital. Felizmente que agora arribaram outras melhores a garantir
continua
Cruz-Filipe

Meu Caro Eduardo Lourenço,
A F[undação] G[ulbenkian] mandou-me ontem o seu escrito a propósito da minha pintura. Para além da comoção natural que se sente ao ouvir o eco em alguém de coisa que se fez ou que se vive, teimo em ler o seu escrito
continua
António Cândido Franco

Prezado Eduardo Lourenço
O meu caro Amigo brindou-nos há um ano com a sua fulgurante e luminosa aparição na Rua da Horta Seca. Oxalá nos possa desta vez brindar com um raio da sua luz na ex-cadeia do Aljube, ao pé da Sé de Lisboa. Segue convite.
continua
Luís J. Archer, S.J.

Prof. Doutor Eduardo Lourenço Faria
Aproximando-se a celebração do 3.º centenário do P. António Vieira (18 de Julho do próximo ano), a Brotéria pretende organizar, para essa altura, um número monográfico sobre esta excepcional figura da cultura
continua
Jesús Munárriz

Querido amigo,
Muito obrigado pela sua carta. O prólogo que me envia, da edição de «Archivos», é magnífico pela sua concisão e por apresentar sinteticamente os grandes temas de Mensagem. Algo parecido iria muito bem na nossa edição, embora com a nuance de se dirigir a leitores espanhóis,
continua
Luís de Sousa Rebelo

Meu caro Eduardo Lourenço,
Foi para mim um grande prazer tê-los tido aqui em Londres e só tenho imensa pena que este admirável convívio não possa ser mais frequente. Farei tudo para que isso seja possível. Conversar consigo, ouvi-lo e dialogar foi uma oportunidade inesquecível
continua
Alfredo Bosi

Caro Eduardo Lourenço,
Como está o senhor?
Meu pai, Alfredo Bosi, pediu-me que lhe entregasse este livro, por ele organizado e prefaciado.
Foi difícil para ele escolher o que incluir nesta antologia do Pe. Vieira, pois a editora exigia um limite de páginas…
continua
Centro de Estudos Ibéricos

Caro Professor,
Conforme a nossa conversa telefónica, junto lhe envio cópia do Regulamento do Prémio a instituir pelo Centro de Estudos Ibéricos e que terá o seu nome. Pretendemos que este prémio tenha como finalidade incentivar a investigação
continua
José Blanco

Queridos Annie e Eduardo
A vossa excelente companhia em Leipzig foi para mim um grande, um enorme prazer. Gostei imenso de os ver, a ambos, em tão boa forma física e psicológica. Guardo – e guardarei sempre – na memória a sua extraordinária intervenção,
continua
Luís Pacheco

Meu Caro Camarada:
Infelizmente, ainda hoje não me é possível responder à carta tão grata que me enviou há tempos aceitando colaborar no CONTRAPONTO. Essa carta exige uma longa resposta que tenho vindo adiando de dia para dia.
continua
Mário Soares

Caro Amigo,
Venho agradecer-lhe, uma vez mais, ter aceite pertencer à Comissão de Honra da minha Candidatura. Foi um acto de solidariedade – e uma honra – que não esqueço.
Como sabe, assumi por completo,
continua
José Augusto Seabra

À Annie, ao Eduardo Lourenço e ao Gil, neste Natal que não é de despedida mas de esperança já no retorno, como em todos os exílios…

Norma e José Augusto Seabra
continua
Alberto Seixas Santos

Caro Eduardo
Aqui seguem as fotografias do Verão passado. Se nem sempre são famosas, o mínimo que se pode dizer é que a culpa não é dos modelos! Cineastas a fazer fotografias é assim. De qualquer modo é uma recordação razoável do seu tempo de sofrimento
continua
João Palma Ferreira

Meu caro Eduardo Lourenço
Acabo de receber o seu Pessoa Revisitado que, em Lisboa, quando por lá estive, entre finais de Fevereiro e inícios de Março, já tinha começado a ler, com entusiasmo e o interesse que as suas publicações sempre me despertam.
continua
Regina da Costa Kasprzykowski

Queridos Annie e Eduardo:
Faço votos para que tenham encontrado bem a Família.
Agradeço as palavras amigas sobre o Vergílio que o Eduardo transmitiu ao Senhor Prof. Doutor Carlos Reis. Tive pena que não pudessem ter estado presentes. Tudo correu muito bem.
continua
Vitorino Magalhães Godinho

Ao aproximar-se o novo Ano, venho agradecer-lhe todas as gentilezas que comigo tem tido e desejar-lhe um 77 de saúde, trabalho produtivo e felicidade, lá longe deste manicómio de asfixia lenta. A nossa Área de Ciências Humanas continua
José Marinho

Meu caro Eduardo Lourenço:
Muito grato pelo seu livro. Já começara a lê-lo, com a lentidão com que leio agora, no exemplar de um amigo. Vou prosseguir no que fico devendo à sua generosa lembrança.
Foi com relutância, creio nunca lho ter dito, que acabei por admirar a estranha
continua
Snu Abecassis

Caro Amigo,
Lemos com muito interesse o manuscrito em referência e afigura-se-nos que devemos publicá-lo.
Para já, gostaríamos muito de receber a conclusão da primeira parte escrita à mão, pois o material que temos acaba na página 40 e falta-nos o restante.
continua
Manoel de Oliveira

Meu caro Eduardo Lourenço,
As realidades vividas e depois transcritas para novelas não deixam nem de ter existido, nem mesmo de continuarem a existir. E no cinema, de uma maneira ou outras, voltam a existir desde que haja A GRÃ GLÓRIA de as filmar.
continua
João José Cochofel

Meu caro Eduardo Lourenço:
Cai-me a cara com vergonha de ainda te não ter agradecido não só o espaço que me dedicaste, mas ainda a amiga oferta do teu estudo sobre o «Sentido e forma da poesia neo-realista» (porque não lhe chamaste antes qualquer coisa como «o neo-realismo coimbrão» ou «três poetas neo-realistas»?
continua
Luciana Stegagno Picchio

Meu caro Eduardo:
Dedico o Verão à leitura dos ensaios contidos nos Estudos Portugueses e que vocês todos quiseram oferecer-me. Leio e agradeço. Há tanta coisa boa neste livro que talvez o meu nome fique só por ele. Livro de referência, além de que de amizade.
continua
Jacinto do Prado Coelho

Meu prezado Amigo:
Por mais que cogite, só encontro uma pessoa realmente indicada para escrever uma nota crítica sobre o último livro de Vergílio Ferreira – Invocação ao Meu Corpo. Venho, pois, pedir-lhe um pequeno texto (1 ou 2 páginas dactilografadas)
continua
Agustina Bessa-Luís

Meu caro Eduardo Lourenço
Levou tempo a repousar de tantas impressões e tanta fadiga. Agora estamos na normalidade, com um trabalho a cumprir que nos condiciona a nossa rotina que se não fosse parecer-nos fútil a acharíamos insuportável.
continua
Hélia Correia

Meu muito, muito querido Professor:
O encantamento em que a sua carta de Ano Novo me deixou levou a que a tenha guardado sempre comigo nas várias andanças do trimestre – que incluíram um Janeiro cheio de celebrações Yule, isto é, solsticiais…
continua
Luís Amaro

Meu bom Amigo:
Recebi há pouco a sua carta, com a alegria de ouvir um interlocutor da sua categoria intelectual. Agradeço-lha portanto, e creia que a sua fina compreensão do grande Poeta me toca particularmente, e já lhe digo porquê: na obra do Régio eu vi reflectidos,
continua
Carta de Fernando Echevarría

Meu caro Eduardo Lourenço,

Dissera-lhe, no último dia da sua estadia aqui, que lhe ia mandar alguns poemas. Aí vão, não aqueles em que pensava, mas uma série que, entretanto, acabei e gostava que visse. Serão publicados, penso, lá para o Natal.
continua
Presidência da República

Com a nossa mais profunda consideração, com os maiores agradecimentos pelo estímulo e apoio de todas as horas e com a maior amizade os votos de Santo Natal e Feliz Ano Novo para si e toda a família dos amigos sempre ao dispor

Manuela Eanes
Ramalho Eanes
continua
Carta de Michel Navratil

(...) É justamente em Montpellier, onde lecciona Língua e Literatura Portuguesas na Faculdade de Letras da Universidade de Montpellier, que Eduardo Lourenço se cruza com Michel Marcel Navratil (1908-2001). Navratil tem a notoriedade de ter sido um dos sobreviventes do naufrágio do Titanic... continua
Carta de Serafim Ferreira

Meu caro Amigo,
Como eu e o Vergílio Ferreira esperávamos, o seu artigo não passou, nem passa. Fica a aguardar melhor oportunidade… Talvez quando a «esquerda» estiver já institucionalizada e se lhe possam fazer então críticas deste género sem se correr o risco de estar do outro lado.
continua
Carta de Costa Barreto

Meu bom Amigo:
Escrevo-lhe a correr para lhe dar a triste notícia de que a Censura, após ter suspendido o seu artigo sobre o Lorca1, acabou por cortá-lo. As provas ficaram em m[eu] poder. Não lhas remeto com receio de se extraviarem. Entretanto, ficam ao s[eu] dispor.
continua
Carta de Ruben A.

Meu caríssimo Eduardo Lourenço,
A tua carta é um dos raros exemplos daquilo que faz bem a um escritor.
A tua compreensão pela minha obra foi a coisa mais importante escrita até hoje, e como tal calou-me profundamente.
A penetração aguda do teu espírito, a análise radical das observações,
continua
Carta de Mécia de Sena

Meu caríssimo Eduardo Lourenço.
Tudo de volta à normalidade – a casa em silêncio grande parte do dia, a aplicação ao trabalho que tenho muito mais atrasado do que desejaria, a saudade que me ficou de vós e de tanta outra gente que logo a seguir passou por aqui tão de repente que quase me dou a pensar que nada se passou.
continua
Carta de Mário Botas

Caro Eduardo Lourenço:
Acabo de receber pelo nosso comum amigo Vasco da Graça Moura notícia das suas intenções de escrever uma pequena monografia a meu respeito. Há tanto tempo sem saber de si, foi-me duplamente grata a novidade.
continua
Carta de Eduardo Lourenço a Vergílio Ferreira

Meu Caro Vergílio
Acabo agora mesmo de receber o livro e parecerá indecente que um velho amigo e mais velho leitor comece este paleio sem reagir, como é curial à oferenda, mais que oferta, aqui, em cima da minha mesa.
continua
Carta de Eugénio de Andrade

Querido Eduardo:
Duas palavras apenas pela tua carta e pela tua magnífica prosa sobre a minha poesia. Vou mandar dactilografar o original, visto quer não tens cópia, e entregá-lo antes de partir. No dia 29 sairemos do Porto. No dia 31, devemos estar em Nice.
continua
Carta de Maria da Saudade Cortesão

A Liberdade
Eras tão só uma palavra nua
Como o fogo e intocada.
Agora que te tornaste corpo
doem-me as tuas roupas estreitas
mal talhadas, e tenho a nostalgia
continua
Carta de Herberto Helder

Caro Eduardo Lourenço –
O António Reis acaba de conceder-me um subsídio de sete mil e quinhentos escudos mensais, com validade por um ano.
A sua generosa intervenção, resultado do pedido amigo do Eugénio de Andrade, foi decerto de muito peso na decisão do secretário de Estado da Cultura.
continua
Carta de Américo Castro

[…] As suas páginas [de Heterodoxia I] são do mais inteligente que li em Português, e acredito que fará coisas de muita importância, se conseguir libertar-se da ideia de que escreve para que as pessoas o julguem sábio continua
Carta de António José Saraiva

Meu Caro Eduardo Lourenço
Acabo de ler o seu Pessoa Revisitado. Não conheço nada tão lúcido sobre o «meu poeta» (traduzo o «mi poeta» de Faria e Sousa). A sua ideia de que Caeiro nasceu de Whitman,
continua